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@Adeilton_Filho edited

Presença Fiel que Transforma: O Catequista, o Cão e a Criação que Louva Hoje, 26 de agosto, celebramos o Dia do Catequista e o Dia Mundial do Cachorro 🐶. À primeira vista, parecem datas distintas, mas um fio dourado as entrelaça: **a fidelidade que ensina e a presença que transforma vidas**. O catequista é, antes de tudo, uma presença fiel. Ele caminha ao lado do catequizando não apenas para transmitir doutrinas, mas para **ser testemunho vivo** — aquela mão estendida que acompanha nos primeiros passos da jornada espiritual. É alguém de fé que, nos tempos atuais em que a humanidade por vezes esquece de Deus, permanece constante no amor e no exemplo. Porque **o exemplo arrasta**.

Da mesma forma, o cão nos oferece uma catequese silenciosa através de sua **fidelidade inquebrantável**. Não por acaso o nome "Fido" vem do latim *fidelis* — "fiel". Sua lealdade incondicional e amor puro são reflexos de seu Criador, pois **Deus é fiel, e fidelidade vem de fé**. Como nos ensina Tobias 6,1: *"Tobias partiu para sua jornada em companhia do anjo. E seu cachorro foi logo atrás dele."*

E quem melhor para nos guiar nessa reflexão do que **São Francisco de Assis**? Esse santo de fé gigantesca expressava seu amor a Deus através da reverência pela natureza e pelos animais — obras da criação divina. Lembremos do canídeo de Gúbio, aquele lobo que, tocado pela presença franciscana, demonstrou reverência ao sagrado. E do cão de São Roque, símbolo eterno de fidelidade e cuidado, que acompanhou o santo durante sua doença, levando-lhe pão diariamente.

A maior lição de São Francisco sobre a **força da presença** foi ao criar o Presépio. Ao invés de apenas falar sobre o nascimento de Cristo, ele o tornou realidade palpável, mostrando que Deus não estava distante, mas ali, **presente entre os animais e o feno**, em uma cena humilde que convida a todos a se aproximarem. Como proclama o Salmo 148,10: *"Louvem o Senhor, todos os animais, mansos e selvagens!"* Segundo a tradição, Santa Gertrudes dizia que os demônios evitavam os cães por causa de sua fidelidade ao ser humano. Assim também é o catequista: aquele que **acompanha e protege** seus catequizandos das ciladas do mundo, guiando-os com a orientação que vem dos ensinamentos divinos.

Na obra da criação, contemplamos o quanto Deus é amoroso. A presença fiel do catequista, a lealdade silenciosa do cão e o testemunho de São Francisco nos revelam que **o amor mais verdadeiro é aquele que não precisa de holofotes para brilhar**. É a presença constante que, com sua simples existência e fidelidade inquebrantável, é capaz de guiar, proteger e transformar o mundo. **Que bela lição nos oferece este dia!** Como Tobias teve seu cão fiel na jornada, como São Roque foi sustentado pelo amor leal de seu companheiro, como São Francisco viu em cada criatura um louvor ao Criador — **assim somos chamados a ser**. Catequistas: São essa presença transformadora que caminha junto, que não abandona, que ensina pelo exemplo. Como o cão que nunca falha ao seu senhor, **permaneçam fiéis ao Senhor dos senhores**. Os catequizandos precisam ver não apenas um mestre, mas um coração que pulsa com a mesma fidelidade que Deus tem por cada um de nós. E todos nós, ao contemplarmos a lealdade pura desses companheiros de quatro patas, lembremo-nos: **se até os animais irracionais conseguem ser fiéis a seus senhores terrenos, quanto mais nós devemos ser fiéis ao nosso Senhor celestial!** Que Deus derrame Suas graças abundantes sobre todos os catequistas, verdadeiros pastores de almas. Que bendigamos e protejamos os cães e toda criatura que nos ensina, sem palavras, o que significa o amor.

**Que nossa fidelidade seja como a do cão: constante. Que nosso amor seja como o de São Francisco: capaz de ver Deus em tudo e todos.** Hoje celebramos não apenas duas datas, mas um mesmo lembrete: **ser presença fiel que reflete o amor infinito de Deus**. **Amém! 🙏🏻 🐾**

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