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[PT] Dissertação Mestrado (7): Conclusão, bibliografia e anexos.

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3 months ago (Last updated: 1 month ago)
Topics: Music, Blog, Education
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Para ler as partes anteriores desta publicação clicar nos seguintes links:

  1. Introdução.

  2. Objetivos.

  3. Público alvo.

  4. Contextualização teórica.

  5. Estratégia de implementação do projeto educativo (e 6. Relatórios)

7. Conclusão

Após a implementação deste projeto educativo, foi possível constatar uma maior motivação nos alunos para o estudo e a aprendizagem da guitarra, podendo observar-se este facto mais acentuadamente nas aulas normais de guitarra na reta final, antes e imediatamente após o concerto de apresentação das composições dos alunos. Foi possível constatar uma maior espontaneidade criativa nos alunos, chegando à aula muitas vezes com vontade de mostrar ao professor pequenos trechos musicais que compuseram em casa e, também, improvisando alguns trechos musicais em alguns momentos da aula. Mesmo nos corredores da academia em que o projeto foi desenvolvido, foi notória a maior sociabilização, para com a guitarra, dos participantes deste projeto e, inclusive, os alunos que não fizeram parte também se demonstraram (bem) influenciados. Na prova global/trimestral do ano em que este projeto educativo foi implementado, os alunos participantes obtiveram uma melhor avaliação, tendo o júri das provas ressaltado a maior participação ativa na interpretação do repertório programado para avaliação, ou seja, maior expressividade musical, maior capacidade de se expressar com significado musical. Isto foi possível de verificar principalmente na utilização de contrastes dinâmicos, na utilização de vibrato, na utilização consciente da elasticidade da pulsação nalguns casos, nos contrastes do timbre, no maior cuidado da sonoridade geral do instrumento.

Foi também possível constatar uma maior facilidade/ fluência na capacidade de autoavaliação, de autocrítica, por parte dos alunos, revelando-se estes mais conscientes das falhas e aspetos a melhorar no repertório estipulado no programa (quer sejam do domínio da técnica de execução instrumental ou de expressão musical). Os alunos também denotaram maior capacidade de capacidade de opinar, refletir e discutir sobre as observações feitas por parte do professor, demonstrando uma atitude mais ativa perante a crítica.

Foi também possível constatar uma maior flexibilidade na capacidade performativa, já que os alunos passaram a não se limitar apenas a cumprir as indicações do professor, mas sim a questionar e a raciocinar melhor as suas escolhas. Esta capacidade de questionar e raciocinar, de melhor selecionar, torna-se, portanto, necessária se tomarmos em conta o manancial de gestos e direções possíveis à performance musical.

Pelo facto de levar os alunos a compor a sua própria criação musical - e improvisar com a guitarra -, foi também possível mostrar-lhes que é viável fazer mais do que limitar-se a tocar o repertório do programa, sendo que a maioria deles começou a utilizar, por exemplo, escalas para a criação de melodias, experimentando também dedilhações diferentes. Isto levou-os a melhor conhecer o braço da guitarra. É de salientar que os alunos, e inclusive os encarregados de educação dos mesmos, demonstraram um grande agrado relativamente ao facto de se fazer uma audição diferente, onde apresentam as suas próprias criações. E esta ideia é corroborada com o facto de, por exemplo, o aluno B/5ºG ter decidido, com sugestão do professor, incluir a sua composição na sua prova global do 5º grau. Esta prova, na Academia de Música de Oliveira de Azeméis, inclui três andamentos de uma obra, dois estudos contrastantes e duas peças contrastantes (uma das quais, foi neste caso, a peça desenvolvida pelo aluno). No caso do aluno B/5ºG foi também possível constatar que este projeto pode ser útil na introdução de conceitos elementares da história da música, já que neste caso, o professor fez referência à arquitetura dos períodos rococó e barroco para explicar a utilização de ornamentação em música, do ponto de vista estético.

Posto tudo o que foi apresentado anteriormente - e que foi possível constatar -, os alunos que fizeram parte deste projeto passaram a encarar a aprendizagem da guitarra não apenas como uma obrigação, mas também como uma forma de se divertirem a partir da descoberta.

Foi notável uma maior conscientização por parte dos alunos em relação aos recursos composicionais que muitas vezes são utilizados nas obras que interpretam. Por exemplo, as mudanças de timbre, a repetição, a fragmentação, as mudanças de armação de clave, mudanças de caráter, alterações do ritmo, pulsação e andamento, expansão do registo do instrumento, diversos aspetos de desenvolvimento a partir de diferenças na execução técnica, utilização de efeitos, contraponto, harmonia, diferenciação entre melodias e acompanhamento, entre muitos outros recursos. Principalmente nos alunos dos graus menos avançados, foi possível introduzir pormenores técnicos que normalmente são abordados mais tardiamente no repertório convencional, passando estes então a conhecê-los antes de tocarem uma peça ou um estudo que contenha os mesmos. Por exemplo as técnicas de harmónicos, tanto naturais como artificiais, pizzicato, staccato, legato, posicionamento da mão direita, execução técnica dos ligados na mão esquerda (hammer on e pull off), acordes arpejados, rasgueados e diferenças entre apoiado e sem apoio na mão direita. Isto torna-se vantajoso porque quando a sua utilização for deveras demandada na performance musical, já terão tido uma primeira abordagem, e, portanto, não será um choque para eles, mas sim apenas uma oportunidade para aprimorar mais a fundo aquele pormenor técnico.

Um aspeto que também se revelou positivo foi o facto de todas as sessões serem gravadas, o que possibilitou a consulta a alguns alunos que pediram para ver o vídeo durante as aulas normais de guitarra, abrindo espaço para uma melhor autoavaliação da evolução do seu progresso na tarefa da construção de uma composição para o seu instrumento.

Após a aplicação deste projeto foi verificado um ponto que poderia ter servido de mais-valia para o seu sucesso. Poderiam ter sido apresentadas gravações de outros guitarristas-compositores aos alunos para os mesmos adquirirem mais referências além das do seu docente. É de salientar que toda a aprendizagem, toda a criatividade, tem fatores referenciais, que neste caso partiram do professor.

Este projeto foi aplicado num grupo seleto de alunos, e por ter demonstrado ser um excelente complemento de ensino encorajou o autor deste documento a aplicá-lo nos restantes alunos, inclusive os alunos não pertencentes ao ensino básico.

A partir deste documento, acredito que possam vir a ser feitos novos estudos por parte de futuros mestrandos e até mesmo doutorandos, melhorando, expandindo e diversificando o seu propósito inicial: a utilização da composição como um complemento à aprendizagem instrumental.

Acredito igualmente que este trabalho adicionou novos matizes no sentido estético dos alunos e do mesmo modo propiciou uma expansão da perceção simbólica do texto musical.

Assim, através destas ferramentas pedagógicas esperamos ter contribuído para que os alunos desenvolvam as suas capacidades de comunicar, significar, reproduzir e expressar.

8. Bibliografia

8.1. Artigos e livros

Amabile, T. M., & Pillemer, J. (2012). Perspectives on the social psychology of creativity. Journal of Creative Behavior, 46(1), 3–15. http://doi.org/10.1002/jocb.001

Beghetto, R. A. (2010). Classroom creativity. In J. C. Kaufman & R. J. Sternberg (Eds.), The Cambrigde Handbook of creativity (1a ed., pp. 447–463). Nova Iorque: Cambridge University Press.

Beghetto, R. A., & Kaufman, J. C. (2011). Teaching for creativity with disciplined improvisation. In Structure and improvisation in creative teaching (pp. 94 – 110). http://doi.org/http://dx.doi.org/10.1017/CBO9780511997105

Crow, B. (2008). Changing conceptions of educational creativity: a study of student teachers’ experience of musical creativity. Music Education Research, 10(3), 373–388. http://doi.org/10.1080/14613800802280126

Dobbins, B. (1980). Improvisation: an essencial element of musical proficiency. Music Education Journal, 66(5), 36–41.

Elliott, C., & Moody, W. (1997). A decade of band research as reported in four journals. Applications of Research in Music Education, 16(Spring - Summer), 23 –28.

Hargreaves, D. J. (2012). Musical imagination: perception and production, beauty and creativity. Psychology of Music, 40(5), 539–557. http://doi.org/10.1177/0305735612444893

Hickey, M., & Webster, P. R. (2001). Creative Thinking in Music: Introduction. Music Educators Journal, 88(1), 19–23. http://doi.org/10.2307/3401072

Hodges, D. A., & Nolker, B. D. (2011). The Acquisition of Music Reading Skills. In R. Colwell & P. R. Webster (Eds.), The MENC Handbook of Research on Music Learning- Volume II: Applications (1a ed., pp. 61–83). New York: Oxford University Press.

Jaramillo, M. C. J. (2004). Métodos históricos o activos en educación musical. Revista Electrónica de LEEME, 14, 1–55.

Kratus, J. (1991a). Growing with improvisation. In D. L. Hamann (Ed.), Creativity in the music classroom (n.d., pp. 49–56). Reston: Music Educators National Conference.

Kratus, J. (1991b). Structuring the music curriculum for creative learning. In D. L. Hamann (Ed.), Creativity in the music classroom (n.d., pp. 43–48). Reston: Music Educators National Conference.

O’Neill, S. A., & McPherson, G. E. (2002). Motivation. In R. Parncutt & G. E. McPherson (Eds.), The science and psychology of music performance: Creative strategies for teaching and learning (n.d., pp. 31–46). New York: Oxford University Press.

Priest, T. (2002). Creative thinking in instrumental classes. Music Educators Journal, 88(4), 47–53. http://doi.org/10.2307/3399791

Priest, T. (2006). Self-evaluation, creativity, and musical achievement. Psychology of Music, 34(1), 47 –61. http://doi.org/10.1177/0305735606059104

Reese, S. (1976). How do your ideas about music affect your teaching? Music Educators Journal, 62(01), 84–88.

Reimer, B. (1997). Music education in the twenty-first century. Music Educators Journal, 84(3), 33–38. Retrieved from http://www.jstor.org/stable/3399054

Simonton, D. K. (2012). Teaching Creativity: Current Findings, Trends, and Controversies in the Psychology of Creativity. Teaching of Psychology, 39(3), 217–222. http://doi.org/10.1177/0098628312450444

8.2. Páginas Web

Academia de Música de Oliveira de Azeméis. (n.d.). Academia de Música de Oliveira de Azeméis. Consultado a 3 de Janeiro, 2015 em http://academiademusica.cm-oaz.pt/?op=artigo&mn=30&id=6

Carcassi, M. (n.d.). Estudo em dó maior. Consultado a 16 de Janeiro, 2015 em http://imslp.nl/imglnks/usimg/9/92/IMSLP34490-PMLP77530-boije-1129.pdf


9. Anexos

Anexo 1 – Carta de autorização dos encarregados de educação dos alunos envolvidos no projeto
Anexo 2 – Cartaz do concerto de apresentação das composições dos alunos envolvidos no projeto
Anexo 3 – Partitura do Estudo em Dó Maior de Matteo Carcassi (Andantino, Retirado do Método para Guitarra, Op. 59)
Anexo 4 – Partitura transcrita da peça desenvolvida pelo aluno B/5ºG
Anexo 5 – Carta de autorização do encarregado de educação do aluno B/5ºG para a divulgação de parte do material audiovisual registado ao longo da implementação do Projeto Educativo

Espero que tenha gostado destes excertos que publiquei sobre a minha dissertação sobre o projeto educativo que apliquei inserido no meu Mestrado em Ensino de Música da Universidade de Aveiro.

Também podes acompanhar este canal em:

https://www.publish0x.com/fernando-tona-music

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Written by   46
3 months ago (Last updated: 1 month ago)
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Comments

Bem legal trazer seu trabalho, também, para o público fora da Universidade. Parabéns! Depois vou ler as outras partes com mais calma!

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2 months ago

Obrigado!

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2 months ago

Is this Spanish or Portuguese?

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3 months ago

Portuguese!

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3 months ago

haven't cope up but i'll read your previous articles first.. God Bless!

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3 months ago

Oh sometimes I write in English, sometimes in Portuguese and sometimes in Spanish 😅 Cheers!

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3 months ago

Cheers...no need to worry because it has translation in English so I can still read everything in your articles..!

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3 months ago

Cool! 🙏

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3 months ago